História da Georgia entre 1921-1945

No século 19, a Geórgia foi um reino independente. Sua população possuia também muçulmanos, embora a maioria pertencesse à Igreja Ortodoxa georgiana. Sendo um pequeno país, a Geórgia se envolveu nas guerras turcas e a fim de parar os turcos, o Tzar russo ocupou e anexou a Geórgia, abolindo a Igreja, a cultura e recolocando sua igreja ortodoxa, costumes e a cultura russa. Mesmo o nome Geórgia foi abolido e sua linguagem substituida pela linguagem russa.

Depois da ocupação da Geórgia por Lenin, os comunistas russos lá se instalaram e tornaram o país como russo sendo. As terras foram socializadas, indústrias, ferrovias, frota

s, bancos, etc, passaram para as mãos do governo. Maciças perseguições e exílios se tornaram a ordem do dia. Antigos oficiais, intelectuais e representantes da nobreza eram o alvo preferido. O Ateísmo se tornou a religião. Comunistas destruiram igrejas, exterminaram religiosos e entre 1922/1923 1.500 igrejas foram destruidas na Geórgia.

Havia uma resistência anti-comunista, mas os russos impuseram ao Governo fácilmente manipulável, que se localizasse e reprimisse a resistência e assim os comunistas prenderam os líderes da rebelião. A República Soviética Socialista da Geórgia, assim chamada naquele tempo, foi considerada, no princípio, como um estado independente, mas seu território foi ocupado pelo exército russo e os comunistas georgianos agiam somente sob as ordens de Moscou. A implantação do estado soviético da Geórgia foi planejada em Moscou, o que facilitaria seus passos para uma política e um sistema econômico soviético.

A RSS da Geórgia foi, de fato, um estado federal. No final de 1921, à luz do Acordo de Aliança, a República Socialista Soviética de Abkhazia ( uma República Autônoma desde 1931) entrou nessa estrutura e foram criadas as Repúblicas Independentes de Adjar em 1921 e a Repúblicas Independentes da Ossétia do Sul em 1922, no território da Geórgia.

A RSS da Geórgia, com o Azerbaijão e a Armênia, por proposta de Lenin em 1922, se tornaram parte da Federação Transcaucasiana  que foi aboilda em 1936 e o Estado da Geórgia entrou novamente na estrutura da União Soviética.

Na segunda metade dos anos 20, um rápido processo de industrialização e coletivização começaram no Estado Soviético que foram dirigidos para a consolidação do regime existente. Várias fábricas, estações hidroelétricas e minas foram reconstruidas na Geórgia. Carvão e manganês foram largamente explorados. Chá e cítricos foram plantados para o consumo do imenso mercado soviético. As indústrias construídas em passo acelerado eram de baixa qualidade. Madeiras foram cortadas e produtos foram colhidos. Monoculturas foram criadas em todas as regiões, se perdendo assim a variada agricultura georgiana.

O dogma comunista pregava a industrialização e a coletivisação como a principal condição para o socialismo. Nos anos 20 e 30 a quantidade de escolas secundárias e superiores cresceu na Geórgia. A Ciência e a Arte se desenvolveram.

Em 1940 foi estabelecida a Academia de Ciências da RSS da Geórgia, mas naquele tempo as pessoas representantes do meio intelectual, da literatura e das artes eram escassas. A ideologia ditatorial comunista tinha que ser obedecida e com o objetivo de aterrorizar e enfraquecer a população, o Governo de Stalin organizou grandes repressões na segunda metade dos anos 30, que foi realmente maciça em 1937/1938.

A Geórgia foi uma daquelas  regiões da URSS onde a máquina repressiva foi particularmente ativa. Durante aqueles anos, milhares de pessoas inocentes foram mortas na Geórgia como também foram enviadas para os " Gulags", onde a maioria morreu. Entre essas pessoas estavam os melhores representantes dos intelectuais, incluindo notáveis representantes da cultura georgiana, como o escritor M. Javakhishvili, os poetas T. Tabidze e P. Iashvili, o diretor de teatro S. Akhmeteli, o cientista-filólogo Gr. Tsereteli, o maestro E. Mikeladze, etc. Aldeias também foram envolvidas nessa maciça repressão, onde milhares de camponeses morreram por causa da coletivização, que terminou naquele período.

A população da Geórgia em 1940 era de 3.6 milhões de pessoas, das quais 700.000 foram destacadas para o Exército Russo, de onde apenas 400.000 retornaram. A guerra dividiu a Geórgia: muitas pessoas lutaram pelos ideais alemães acreditando que a Alemanha restauraria a independência da Geórgia e a grande maioria restante lutou nos exércitos russos. Esposas ocuparam os lugares de seus maridos nas fábricas, onde armas e uniformes eram produzidos. As fazendas coletivas implementaram grandes projetos agrícolas.

A Geórgia também abrigou milhares de pessoas que foram evacuadas de territórios ocupados pelos nazistas. Os soldados soviéticos se recuperavam em seus famosos resorts e instituições médicas. Dessa forma, a população da Geórgia teve um papel importante na grande vitória do povo soviético contra o facismo.

 

 

     
    História da Geórgia depois da II GM

Traduzido por Deborah Perrone RC Ribeirão Pires - SP - Brasil D 4420


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